Estudo mostra que os golfinhos também já são resistentes aos antibióticos

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Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que os golfinhos Tursiops truncatus também já mostram resistência aos antibióticos.

Não é segredo que os seres humanos usam demasiados antibióticos, tanto que estamos a desenvolver uma resistência a estes medicamentos.

No entanto, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica Aquatic Mammals, o mesmo já está acontece com os golfinhos.

“Ao contrário dos humanos, os golfinhos selvagens não tomam antibióticos e, por isso, não se espera um aumento da sua resistência”, explica Adam Schaefer ao IFLScience, o autor principal do estudo e epidemiologista do FAU Harbor Branch.

“É preocupante porque significa que as bactérias resistentes a antibióticos e os antibióticos estão entrando no ambiente marinho.

E, uma vez nesse ambiente, os genes de resistência estão sendo trocados entre bactérias na água, sendo que algumas dessas bactérias são potenciais patógenos humanos”, acrescenta.

Os cientistas analisaram amostras retiradas da narina, fluido gástrico e fezes de 171 golfinhos Tursiops truncatus entre 2003 e 2015, na Indian River Lagoon, nos Estados Unidos.

A prevalência geral de resistência a pelo menos um antibiótico foi de 88,2%. A eritromicina assumiu a liderança com uma prevalência de 91,6%.

O segundo e o terceiro lugares da tabela foram ocupados pela ampicilina (77,3%) e pela cefalotina (61,7%).

“Provavelmente vêm de fontes terrestres. O IRL onde o estudo foi realizado é cercado por uma maior população humana. Os inputs do tratamento de águas residuais, canais e agricultura afetam a saúde da lagoa em geral”, afirma Schaefer.

“O nosso estudo não pôde confirmar se estas bactérias resistentes estão a causar infeções nos golfinhos. Em vez disso, como um predador no topo da cadeia alimentar, os golfinhos podem ser um barômetro para a saúde dos ambientes em que vivem.

Estas são as mesmas águas que os seres humanos usam para a pesca e para a recreação. Portanto, estes animais também podem identificar possíveis ameaças à saúde pública”.

Fonte Site Zap

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