Mais de cem golfinhos morrem em praia portuguesa

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As autoridades cabo-verdianas começaram a enterrar dezenas de golfinhos do grupo de 163 que encalhou na terça-feira na ilha da Boa Vista, que morreram na praia depois de frustradas as tentativas de socorro.

O cenário foi descrito à agência Lusa por Samir Martins, da associação ambientalista BIOS.CV, com sede na Boa Vista, que explicou que após as tentativas para desencalhar este grupo de baleias cabeça-de-melão (golfinhos), presumivelmente do mesmo grupo, voltaram a encalhar na praia de Altar pelo menos 136 na quarta-feira.

A maioria ainda estava viva, mas não vão sobreviver, provavelmente, ao dia de hoje, apesar de todos os esforços no terreno. Estão muito fracas”, explicou Samir Martins, que tem acompanhado as operações naquela praia.

De acordo com o relato do ambientalista da BIOS.CV, a delegação local do Ministério do Ambiente de Cabo Verde está a enterrar as “dezenas” de golfinhos já mortos na própria praia.

Acrescentou que este será o caso do género mais grave em Cabo Verde desde 2007, quando então um grupo de mais de 200 golfinhos da mesma espécie – que, no estado adulto, oscilam entre os dois a três metros de cumprimento – encalhou na praia de Chaves, também na Boa Vista.

“É um cenário muito triste, porque não vão sobreviver. E sobretudo depois do esforço que todos fizemos ontem, para as devolver à costa”, apontou ainda Samir Martins.

Na terça-feira, quando este grupo encalhou pela primeira vez, estiveram envolvidas nas operações de resgate mais de uma centena de pessoas, nomeadamente do Ministério da Agricultura e Ambiente, Autoridade Marítima, Polícia Nacional, organizações locais e mesmo empresas turísticas e clientes.

Não são conhecidos os motivos deste incidente.

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