Quais os prejuízos da tuberculose bovina para o rebanho?

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Tuberculose bovinaA tuberculose bovina é uma doença de caráter infectocontagiosa que possui evolução crônica e é causada pela bactéria Mycobacterium bovis. A mesma, apresenta crescimento lento e é muito resistente em ambientes úmidos.

Apesar de ser mais comum em rebanhos de leite, pode acometer aves, suínos e animais silvestres. Além disso, é uma zoonose pois, mesmo que se manifeste mais em animais, ela pode ser transmitida aos seres humanos.

A doença prevalece nos países em desenvolvimento e causa sérios prejuízos ao rebanho. Os animais começam a apresentar redução no ganho de peso e no volume de leite produzido. Isso sem contar nas barreiras econômicas, pois muitos países deixam de comprar carne de propriedades que já tiveram histórico da doença.

Ao longo deste artigo você receberá informações importantes que te manterá ainda mais bem informado. Boa leitura!

Formas de transmissão da doença

A principal via de transmissão da tuberculose bovina é pelo ar. O que é intensificado quando os animais estão em lugares fechados e com aglomeração. O mesmo ocorre nos locais com pouca incidência de raios solares e ventilação pois tais condições favorecem a transmissão.

Outra porta de entrada da tuberculose bovina no rebanho são os animais infectados. Pode ocorrer quando o produtor faz a aquisição de um animal, ou mesmo quando leva os seus para participar de algum evento. Portanto, é muito importante tomar precauções como exigir testes negativos ao fazer a compra. A doença costuma se inserir pelas seguintes vias:

  • Trato respiratório;
  • Feridas na pele;
  • Trato intestinal;
  • Mucosas.

O problema é tão sério que é considerada uma doença ocupacional, pois pode ser transmitida para as pessoas que trabalham com carcaças. A bactéria pode penetrar em ferimentos presentes na pele destas pessoas, causando a tuberculose zoonótica.

Sinais clínicos e patológicos da tuberculose bovina

O desenvolvimento da doença é lento já que, os primeiros sinais característicos podem demorar meses para aparecer. Além disso, a tuberculose bovina não é uma doença fácil de ser diagnosticada. As bactérias podem ser eliminadas no ambiente em que os animais vivem e também no leite. Porém, os animais infectados não costumam apresentar melhorias. Os principais sinais são:

  • Linfonodos podem estar aumentados;
  • Dificuldades para respirar;
  • Animais tossindo muito;
  • Perda de peso acentuada (casos mais graves).

Sobre o tratamento

Apesar de uma evolução dos conhecimentos relacionados a área de saúde animal, atualmente não existe recomendação para tratamento da tuberculose bovina. A prevenção é considerada o ponto chave para realizar o controle. Desde 2001 o Brasil conta com o Programa Nacional de Prevenção e Erradicação da Tuberculose. O objetivo é eliminar os animais identificados como positivos e incentivar a certificação dos rebanhos livres da doença.

Sabemos que se o animal for classificado como positivo para tuberculose bovina, deve ser abatido em no máximo 30 dias. Nos casos em que os resultados são inconclusivos, há possibilidade de realizar o re-teste após um intervalo de 60 a 90 dias. É importante aguardar este prazo pois, após a realização da avaliação o animal reduz sua capacidade de responder a novos testes.

Importância do médico veterinário

A identificação rápida de animais positivos para a tuberculose bovina é fundamental, só assim será possível erradicar a doença no rebanho sem que ela gere prejuízos maiores. Diante deste cenário o médico veterinário têm papel muito importante. Pois, é o profissional responsável por indicar medidas de biossegurança e realizar os testes nos animais. Outro campo de atuação importante é a inspeção sanitária de produtos de origem animal.

Para auxiliar na prevenção e identificação de doenças como esta, é fundamental que os profissionais envolvidos estejam muito bem preparados. Para você que ama o mundo pecuário e resolveu se especializar em umas das áreas que mais crescem, temos uma ótima notícia.

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Quais os prejuízos da tuberculose bovina para o rebanho?

Fonte: Embrapa, Infoescola e Agrolink

FONTE: Revistaveterinaria.com.br/bovinos/

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