Produzir a ração do seu animal de estimação também emite gases com efeito de estufa

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De acordo com uma nova pesquisa, a alimentação de cães e gatos em Portugal emitirá anualmente cerca de 1,5 milhões de toneladas de gases com efeito de estufa.

Um artigo científico recentemente publicado na PLOS One realça que a produção de carne para alimentar os 163 milhões de cães e gatos nos Estados Unidos (um animal por cada duas pessoas) emite 64 milhões de toneladas de gases com efeito de estufa.

Isto significa que a ração destes animais emite tanto quanto 13,5 milhões de carros – perto do triplo dos automóveis em circulação em Portugal.

Mas, em Portugal, a proporção de cães e gatos é menor. Estatísticas apontam que há cerca de 3,9 milhões de cães e gatos, o que corresponde a pouco mais de um animal por três pessoas.

No entanto, a sua pegada ecológica ainda é considerável. Segundo a Visão, adaptando os resultados do estudo para a realidade nacional, a ração para os cães e gatos das famílias portuguesas emitirá 1,53 milhões de toneladas de gases com efeito de estufa – tanto quanto 212,5 mil pessoas, ou quase metade da população da cidade de Lisboa.

O estudo avança ainda que a alimentação de cães e gatos pode corresponder a 25% a 30% dos efeitos ambientais da produção de carne, “em termos de uso da terra, água, combustíveis fósseis, fosfatos e biocidas”.

Gregory Okin, professor do Departamento de Geografia da Universidade da Califórnia, estima que estes impactos deverão crescer no futuro.

“À medida que a posse de animais de estimação aumenta em alguns países em desenvolvimento, especialmente na China, e as tendências continuam na direção de dar aos animais alimentos com maior conteúdo e qualidade de carne, globalmente, a propriedade de animais de estimação aumentará os impactos ambientais das escolhas alimentares humanas.”

Por isso, para o bem do planeta, o investigador sugere que se diminua a quantidade de cães e gatos, a favor de animais mais pequenos.

Reduzir a taxa de posse de cães e gatos, talvez a favor de outros animais de estimação que ofereçam benefícios emocionais e de saúde semelhantes, reduziria consideravelmente esses impactos. Esforços simultâneos em todo o setor para reduzir a sobrealimentação, reduzir o desperdício e encontrar fontes alternativas de proteína também reduzirão esses impactos”, afirmou.

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