T-Rex dos oceanos: Cientistas encontram tubarão gigante

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Uma equipe de cientistas encontrou um tubarão-albafar de 4,9 metros a mais de 500 metros de profundidade. Nas palavras dos especialistas, que adiantam que pouco se sabe sobre a espécie, foi como encontrar um “T-Rex na água”. 

Os investigadores, da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, encontraram o tubarão-albafar (Hexanchus griseus) durante uma expedição com um submersível, visando colocar um chip de rastreamento no enorme predador marinho, segundo o jornal Mirror.

O chip será utilizado para acompanhar o tubarão nos próximos meses, dando aos cientistas uma visão sobre os hábitos e os movimentos da espécie.

A profundidade a que nada, por exemplo, é uma das características que será acompanhada pela equipe.

Por norma, esta espécie vive numa região oceânica conhecida como “zona de penumbra”, área localizada entre 200 a 1.000 metros de profundidade, onde a luz solar que penetra nas águas é insuficiente para que os microrganismos possam realizar a fotossíntese.

O tubarão-albafar (Hexanchus griseus) é uma espécie de tubarão da ordem Hexanchiformes. Pode atingir oito metros de comprimento e chegar a pesar seiscentos quilos. Está associado a habitats marinhos de recife, até 2300 metros de profundidade.

Pouco se sabe sobre a espécie, mas é certo que nada, também nos Açores e na Madeira, a uma profundidade não superior a 100m. Essa é uma das evidências de que ainda existe uma vasta área cinzenta no que se sabe do tubarão albafar: não seria de esperar encontrar membros da espécie abaixo dos 100m, mas este tubarão foi filmado a cerca de 1000m de profundidade e há relatos de capturas a 2500m.

De acordo com os especialistas, este enorme predador dos oceanos é conhecido pelos seus olhos verdes brilhantes e dentes fortes.

O tubarão-albafar pertence ainda a uma linhagem que data de há mais de 180 milhões de anos, sendo por isso anterior a muitos dinossauros.

“Foi como ver um T-Rex na água“, confessou Gavin Naylor, um dos cientistas a bordo do submersível, que deu conta que o encontro foi, “provavelmente, a experiência mais mágica que já teve”, apontou ainda, citado pelo mesmo jornal.

Desde 2005, a equipa já conseguiu monitorizar mais de 20 tubarões contudo, alertou Naylor, a espécie continua ainda a ser pouco estudada.

“Tem sido gasto tanto dinheiro no rastreamento de tubarões-brancos, e aqui temos um predador de tamanho comparável e não sabemos quase nada sobre estes animais (…) [Estes tubarões] são realmente raros? A resposta pode estar no facto de poucas pessoas os procurarem”, frisou ainda Dean Grubbs, cientista que liderou a expedição.

Apesar de preferirem águas profundas, foram já avistados tubarões-albafar nos Açores e na Madeira a profundidades não superiores a 100 metros. Estes avistamentos são também prova do pouco do que ainda se sabe desta espécie.

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